Janaúba

11 outubro, 2017Flávia Frota

Reprodução de foto da professora Helley de Abreu Silva Batista

Janaúba

Se fossem Cosme e Damião
As crianças teriam proteção
Mas não,
Era o Seu Damião!

Funcionário isolado
Sujeito perturbado
Homem obcecado
Deixou tudo planejado.

Pensou, executou e queimou
Pequenos ingênuos e indefesos.
O covarde e sem piedade
Deixou todos indignados.

Era semana de festa
O Dia da Criança chegando
A creche alegre ficou funesta
Com corpinhos infantis queimando.

Janaúba já não é árvore
Do jardim de infância.
Florescia Gente Inocente
Agora é só recordação a distância

A paz foi dizimada
O presente é cinzento
Os sonhos viraram fumaça
E os corações ardem em brasa.

Os presentinhos viraram cinzas
E saudade só aumenta.
Ao invés de doces,
Cenas amargas.

O futuro promissor
Agora é desespero
Lágrimas não apagam
As chamas da tristeza
Os olhos faíscam
Cenas de labaredas
Queimando crianças vivas

Com o corpo em chamas
A professora Helley
Se encheu de coragem
Para conter o incendiário.

Ela já conhecia a dor
De perder um filho.
O seu menino também
Tinha quatro anos
Como a maioria daqueles anjos.

Defendeu os alunos com a sua vida
Partiu deixando órfãos seus filhos.
Mas o sacrifício poupou outras mães
De sofrerem o seu mesmo pesar.

Maternidade e Magistério
Mães e Educadoras
Dia da Criança e
Dia dos Professores.

Em nada surpreende
A atitude salvadora
Quando se sabe que alunos
São como filhos para a professora.

Um ato de doação
Transformando o luto e a dor
Em lição de esperança
E exemplo de amor.
.

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